quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ermelindo, o ex-caminhão e a lanchonete


Ermelindo não agüentava mais o próprio nome. A mãe o chamava Lindo. Mesmo assim, tolerava bem os dez anos de estrada. E de piadas. Vida de caminhoneiro não é fácil. Só fica famoso se chamar Pedro ou Pino. Ou ainda se for assaltado. Passava da hora do almoço. Pensava na final do Timão com o Inter, mais tarde. Resolveu verificar se a carga de canos PVC que levava estava amarrada direito. A BR-116 reserva muitas emoções. Dois homens armados e encapuzados. “Só o capuz bastava”, pensou. Acompanhou gentilmente os solicitantes. Entrou no porta-malas do carro deles. Outros quatro estavam no carro. “Só os dois bastavam”. Foi deixado num matagal. Nem sinal do caminhão. Agora, vai comprar uma van e vender cachorro-quente. HotLindo. Ou Ermelanches.

Um comentário:

  1. Totalmente excelente! rs

    A pessoa tem um faro jornalístico incrível! Virei fã! Ha!

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